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Na edi??o do Ver?o de 2025 da Atualiza??o do Mercado Global da Maersk, exploramos como as empresas est?o respondendo à incerteza da mudan?a dos cenários tarifários e da evolu??o dos padr?es de demanda global. Desde os mais recentes desenvolvimentos em políticas tarifárias até o papel crescente da China nas exporta??es globais, esta edi??o oferece uma vis?o abrangente dos fatores que moldam os fluxos de contêineres, decis?es de fornecimento por terceiros, e planejamento alfandegário.
Com a volatilidade n?o mostrando sinais de desacelera??o, permanecer informado e adaptável continua sendo fundamental para manter a resiliência e impulsionar o crescimento.
Fazendo um balan?o das tarifas
Desde nossa Atualiza??o da Primavera de 2025 em abril, vimos os EUA introduzirem, suspenderem e manterem tarifas sobre importa??es de muitos países ao redor do mundo. A visibilidade piorou e as barreiras comerciais aumentaram desde que os EUA anunciaram formalmente seu pacote tarifário ao mundo em 2 de abril.
Por enquanto, a maioria das tarifas de importa??o específicas por país está em pausa, ao passo que acordos de longo prazo vêm sendo negociados, com prazos de julho e agosto aproximando-se. No entanto, ainda existem tarifas comerciais que afetam a forma como as empresas movimentam suas cargas, particularmente entre os EUA e a China. Em média, as empresas est?o pagando atualmente uma tarifa média efetiva de aproximadamente 21% em rela??o à carga do contêiner em todas as importa??es para os EUA, de acordo com a métrica da tarifa média efetiva ponderada por contêiner da Maersk. Em seu pico, pouco depois de 2 de abril, a taxa efetiva média foi de 54%.
Em determinadas cadeias de suprimentos, tais como do setor automotivo, bens e pe?as podem cruzar fronteiras cinco a seis vezes durante o processo de fabrica??o. Isso significa que o plano alfandegário certo pode representar uma mudan?a radical em termos de eficiência e pre?o, ao passo que n?o se preparar adequadamente para o despacho aduaneiro significa obstáculos extras desnecessários. Cerca de 20% dos atrasos nas fronteiras s?o causados por prepara??o alfandegária insuficiente, de acordo com a Organiza??o Mundial do Comércio, com apoio de dados internos da Maersk. E os dados da Maersk também nos mostram que a maioria das empresas acaba pagando tarifas cerca de 5% a 6% em excesso, porque falta uma abordagem centralizada e uma vis?o geral de seus encargos aduaneiros.
Existem essencialmente duas coisas nas quais se concentrar ao navegar no atual ambiente de mercado: você precisa do projeto certo da cadeia de suprimentos e precisa de agilidade quando se trata de seus embarques. Com o aumento da incerteza sobre as tarifas, é crucial que nossos clientes possam movimentar mercadorias de forma flexível quando uma janela de oportunidade se abrir para eles ou sinais de demanda o justifiquem. A agilidade é uma vantagem competitiva nestes tempos.
"Os produtos acabados hoje s?o complicados porque s?o frequentemente fabricados em vários países e cruzam fronteiras várias vezes. A otimiza??o das travessias fronteiri?as precisa ser alvo de uma abordagem muito estratégica pelas empresas ao lidar com tarifas comerciais mais altas. Tudo come?a com um bom planejamento da cadeia de suprimentos", acrescenta Karsten Kildahl.
Embora a situa??o tarifária global permane?a volátil e difícil de prever, ficar à frente da curva é crucial para o sucesso. Entre em contato com os Consultores Globais de Comércio e Alfandegários da Maersk e visite nosso novo Estúdio de Comércio e Tarifas, que utiliza ferramentas baseadas em IA para detectar riscos a montante antes que apare?am e fornece atualiza??es em tempo real.
A China continua a expandir seu papel na economia global
Analisando desde o início do ano, a demanda global de contêineres cresceu 6,1% no primeiro trimestre de 2025, o que está no mesmo nível dos trimestres anteriores. Os números do segundo trimestre ainda n?o s?o finais, mas revelar?o um alto grau de volatilidade desencadeada pelos anúncios de tarifas. No Relatório Interino do primeiro trimestre em maio, a Maersk prevê que a demanda global de contêineres para 2025 esteja dentro de uma ampla faixa de -1% a 4%, com a vis?o conservadora refletindo tarifas mais altas e potenciais menores gastos do consumidor no segundo semestre do ano.
Vimos um forte crescimento na demanda de contêineres no primeiro semestre de 2025. O que se desenrolou não foi completamente inesperado, e vimos os clientes fazerem pedidos antecipados antes dos anúncios de tarifas. Isso foi mais comum entre fabricantes e menos entre varejistas, mas, no geral, acreditamos que o volume embarcado reflete a demanda. Não notamos aumentos significativos no nível de estoque.
A disputa comercial em andamento com os EUA e a China em seu centro despertou novamente o debate político sobre a relevancia de as empresas do hemisfério ocidental reduzir a dependência da fabrica??o estrangeira — em particular a China durante um período de incerteza geopolítica. Estratégias potenciais como nearshoring ou friendshoring para reduzir a dependência da China por meio da transferência do sourcing para outras regi?es s?o discutidas frequentemente, mas, na realidade, essas ambi??es geopolíticas ainda n?o se materializaram significativamente. Analisando os fluxos comerciais, a Europa aumentou constantemente suas importa??es do Extremo Oriente Asiático nos últimos cinco anos em volumes marítimos conteinerizados e analisando a quota do Extremo Oriente Asiático nas importa??es europeias. Isso aconteceu em um momento em que os políticos europeus expressaram a ambi??o de reduzir o risco da China e sua for?a manufatureira em meio a preocupa??es competitivas e disputas geopolíticas.
As condi??es para fabricar bens permanecem extremamente benéficas. A defla??o dos pre?os dos produtores e a dinamica das taxas de cambio est?o entre os fatores que contribuem para o crescimento das exporta??es da China. O total de importa??es do mercado do Extremo Oriente Asiático constituiu 51% do total de importa??es europeias em 2024, em compara??o com 49% em 2019. As importa??es intra-europeias e as importa??es europeias da América do Norte diminuíram no mesmo período. A exporta??o total da China em 2024 foi cerca de 25% maior do que em 2019 antes da pandemia de Covid — uma taxa de crescimento composto anual de cerca de 4,5%.
Alguns clientes dos EUA reduziram a dependência da China
N?o foi uma grande surpresa que o conflito comercial entre a China e os EUA tivesse continuado sob a nova administra??o dos EUA, e os volumes da Maersk da China para os EUA mostram que os importadores americanos trabalharam consistentemente no desacoplamento da China nos últimos anos.
Nos últimos anos, vimos uma estratégia deliberada de muitos de nossos grandes clientes dos EUA para reduzir a dependência das importações da China. Muitos clientes de vestuário e moda agora atingiram a dependência de um dígito da China, ao passo que outras mercadorias, tais como melhorias domésticas, têm um nível significativamente mais alto de fabricação chinesa devido à natureza dos bens. Essa não é apenas uma reação tática de curto prazo à escalada das tensões geopolíticas, mas sim uma mudança estratégica de longo prazo para cadeias de suprimentos preparadas para o futuro e para permanecer resiliente.
Olhando além do impacto tarifário no comércio e na cadeia de suprimentos, o sentimento dos consumidores nos EUA piorou nos últimos meses, alinhando-se com uma queda de 1,8% na demanda de bens duráveis dos EUA em maio. Em sua reuni?o de junho, o Federal Reserve dos EUA reduziu sua previs?o de 2025 do crescimento do produto interno bruto dos EUA de 1,7% para 1,4%, mas manteve estável sua política de taxa de juros em 4,25% a 4,5%.
Olhando para o futuro, o mundo inteiro está em vigília tarifária em julho e agosto, quando expiram vários prazos para potenciais acordos comerciais com os EUA. O resultado dessas negocia??es irá, é claro, colorir o comércio global e o sentimento do consumidor nos próximos meses. Isso é algo que analisaremos na edi??o de outono da Atualiza??o do Mercado Global da Maersk, que será publicada em outubro. é difícil prever o que virá a seguir; porém, com a evolu??o do ambiente, permanecer proativo e informado será essencial para manter uma vantagem competitiva. N?o hesite em entrar em contato conoscopara discutir como podemos apoiar sua cadeia de suprimentos.
Em outras notícias…
Situa??o no Oriente Médio: Com a perspectiva de um acordo de cessar-fogo que traria uma desescalada ao conflito no Oriente Médio, a Maersk decidiu retomar escalas de embarca??es no Porto de Haifa, e agora está aberta a aceita??o de cargas de importa??o e cargas de exporta??o. Continuaremos monitorando de perto a situa??o, prontos para fazer mudan?as se reaparecerem preocupa??es de seguran?a. Para obter as mais recentes atualiza??es, clique aqui.
Mar Vermelho – mais recente: Embora a Maersk continue esperando uma resolu??o sustentável no futuro próximo que garanta a passagem segura pelo Mar Vermelho, a situa??o na área está em constante evolu??o e permanece altamente volátil. Eventos recentes mostram que o risco de seguran?a continua em um nível significativamente elevado e, portanto, existe o potencial de afetar suas opera??es logísticas. Continuaremos a manter os clientes informados aqui.
Confiabilidade marítima: A Sea-Intelligence publicou seus números mensais de confiabilidade de cronogramas para maio, que incluem dados mostrando partidas da Gemini Cooperation entre a Maersk e a Hapag-Lloyd. Os dados mostraram que navios da Gemini entregaram confiabilidade de cronogramas de 90,9% em maio, acima da meta de 90%. A rede foi totalmente implementada em junho.
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1 A tarifa efetiva média ponderada por contêiner é calculada usando a tarifa específica do país e da mercadoria imposta às importa??es dos EUA, ponderada em rela??o à composi??o das importa??es conteinerizadas que chegaram aos portos dos EUA em 2024.
2 A Maersk define o Extremo Oriente da ásia como Brunei, Camboja, China continental, Hong Kong SAR, Indonésia, Jap?o, Coreia, Macau SAR, Malásia, Mongólia, Mianmar, Filipinas, Rússia, Singapura, regi?o de Taiwan, Tailandia e Vietn?. A China continental representou 61% das exporta??es da regi?o em 2024. Embora a Rússia esteja incluída nos volumes totais do mercado, a Maersk parou de fazer negócios na Rússia em 2022.
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